| Nossas crenças e costumes: segurança ou prisão? |
| Seg, 22 de Setembro de 2008 13:06 | |
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A Voz do Silêncio - Nossas crenças e costumes: segurança ou prisão?
Walter Barbosa, membro da SOCIEDADE TEOSÓFICA"Há somente dois tipos de homens: os que sabem e os que não sabem". Dita pelo pensador indiano Krishnamurti, essa frase coloca um divisor de águas entre o resto da humanidade e aqueles que "sabem", ou seja, os sábios. Todos nós que pensamos saber algo - porque lemos aqui ou acolá, ou porque temos um título - na verdade nada sabemos. Justifica-se tal conceito porque o "saber dos sábios" nada tem a ver com as informações que se acumulam na memória. Estas, processando-se por comparação e verbalização, resultam das escolhas feitas pelos sentidos e pela mente, assim sujeitando-se a erros. Mas o conhecimento dos sábios é obtido por "experiência direta" na fusão entre o "conhecedor e o conhecido", sendo um produto característico da meditação na prática do Raja Yoga. Entre outros caminhos, o amor incondicional também leva a essa união, e quando ela ocorre - transformando "dois" em "um" - toda possibilidade de erro desaparece. Em conseqüência, o resultado obtido não muda jamais, sendo tudo o que o "Filho Pródigo" veio buscar nos planos da matéria correspondentes ao reino humano. Exemplo clássico desse grau de empatia é um fato ocorrido com o yogue hindu Ramakrishna, que viveu no século 19. Conta-se que em certa ocasião, tendo um homem sido chicoteado em sua presença, imediatamente as marcas do chicote apareceram no corpo daquele santo. Ramakrishna passou a maior parte dos últimos anos de sua vida física em "samadhi", o estado de união com o Todo. Enquanto não temos a experiência direta - que leva ao ser - só nos resta "crer". Nossas crenças são a mola mestra do pensamento e da ação, correspondendo ao grau de conscientização obtido no nível do ego material, ou personalidade. Esse ego é movido pela emoção-mente, onde o desejo e o egoísmo predominam. Daí estarem nossas crenças em geral maculadas por anseios de segurança, preconceitos, paixões e vícios. Ao se falar em vício, pensa-se logo em tabagismo ou embriaguez. Contudo, o vício tem a cara de tudo o que é "anti-natural", contrário aos caminhos de harmonia, preservação e equilíbrio da natureza. Daí, a partir dos pensamentos, a presença do vício pode ocorrer na palavra, no consumo de qualquer ordem, no sexo, no lazer, nos esportes e até na prática religiosa, quando esta agride os princípios do Amor Universal. Filmes ou "games" de terror e violência prestam um extraordinário desserviço ao ser humano, prendendo-o nos níveis vibratórios mais baixos, repetidamente aprofundando sua identificação com aqueles níveis. Na vida de um povo, as crenças geram os costumes. Estes dão origem às regras conhecidas como "preceitos morais" (do latim morales = relativo aos costumes), determinando o que é "aceitável" em cada época. Corresponde ao que "todo mundo faz", não nos aliviando essa aceitação do peso das conseqüências se o costume for incorreto, ainda que legalmente amparado, pois as Leis Cósmicas não se subordinam aos juízos do mundo. De forma geral - ao invés de segurança ou liberdade - as crenças e seus derivados (hábitos, costumes, paixões e fanatismos) tendem a identificar-se mais com as peias que retardam o processo evolutivo do homem, dentro dos diversos níveis de apego cristalizados em sua mente. Trabalhar sobre essas cristalizações e impurezas - reconhecendo-as e eliminando-as - é justamente o objetivo do estudo e práticas do Yoga, a fim de que a mente possa refletir, sem qualquer interferência, a luz do espírito. Não por outra razão o Cristo em Jesus - anunciando de maneira sintética o preço do "paraíso" - sentenciou: "Vinde a mim as criancinhas, porque delas é o reino dos céus". ío, tendo raem da experiamento e da açsua presença, imediatamente as marcas do chicote apareceram no corpo daquele santo. CURSOS E PRÁTICAS - Meditação, Astrologia, Hatha-Yoga e Yogaterapia. Palestras públicas aos sábados, 18 horas, na R. Pernambuco, 824, S.Francisco. Campo Grande - Tel.: (67) 9988-1010. |