| Irã: é melhor isolado ou incluído? |
| Qui, 27 de Maio de 2010 13:24 | |
Walter Barbosa, membro da SOCIEDADE TEOSÓFICANa semana passada recebemos a visita do Presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, considerada polêmica pelos noticiários de todo o mundo. No centro da polêmica, as pretensões nucleares daquele país com suspeita de uso para fins bélicos (ao invés de pacíficos como alega), o que poria mais fogo no caldeirão sempre fervente do Oriente Médio, paradoxal berço da “Terra Santa”. Tal suspeita alia-se a outra, reforçando o medo do terrorismo em suas múltiplas facetas e facções: um casamento de interesses entre o Irã e a Coréia do Norte – país este semi-isolado que já testa a bomba – o que seria uma parceria “explosiva”. Verdade ou não nas suspeitas sobre o Irã, pergunta-se: devemos afastar ou incluir aquilo que tememos? O termo “inclusão” ganhou destaque entre nós com as ações filantrópicas do sociólogo Betinho e da Irmã Dulce – estendendo-se ao mundo inteiro, porém, com Madre Teresa – representando um avanço na forma de abordar as diferenças sociais, diante da indiferença nua e crua do capitalismo, em seu “toma-lá-dá-cá”. Pela perspectiva da inclusão, uma criança faminta na África deixa de ser um problema apenas de sua família ou de seu povo, interessando ao próprio mundo. O mesmo ocorre com as “minorias” de qualquer tipo, seja por deficiência física, cor da pele ou aspectos relacionados à sexualidade. Não deveria ocorrer o mesmo com as “minorias ideológicas”, pondo-as francamente à vista até como um ato de inteligência? Ignorar ou isolar algo pode ocorrer, entre outros motivos, por preconceito, ressentimento, negligência, desconhecimento ou medo. A partir de nosso próprio corpo, tudo que ignoramos ou isolamos torna-se um problema (a exemplo de doenças como o câncer), freqüentemente selando nossa jornada. Contudo, evitar o que tememos não é a lógica apontada pelo instinto de auto-preservação? A solução para isso é a perspectiva do Amor. Este é filho do coração, enquanto o medo é um produto da mente. A inclusão se apóia no Amor (com “A” maiúsculo), tendo como único retorno o bem alheio. Nessa condição é algo divino, fora da dualidade, e por isso desconhece o medo e não tem opostos, atuando como a real “consciência do outro”. Já o amor humano, ligado ao ego – e, portanto, à mente – tem como oposto o ódio, assemelhando-se a ele em sofrimento, pois gera apego, cegueira e dependência, enquanto as vibrações destrutivas do ódio vitimam primeiro quem odeia, com danos físicos e psicológicos. Um importante ensinamento da filosofia esotérica diz: você atrai tanto o que ama, quanto o que teme ou odeia. E também o que negligencia, podemos acrescentar, pois a negligência, por seus efeitos, acaba sendo uma forma de ódio ou insulto. Atração e repulsão representam pontos extremos da mesma energia. Isso é matéria, vibração, mantendo-nos atados ao objeto do sentimento neste mundo ou no outro, seja qual for nossa crença. Augusto Cury, na obra “O vendedor de sonhos”, diz: “Somos criativos em excluir, mas inábeis em incluir”. Assim, exemplos típicos de “problema familiar” – como as drogas – acabam se tornando uma ferida social, atingindo em maior proporção justamente quem nunca se utilizou delas. O mundo é uma projeção de cada lar, de cada indivíduo. Não adianta ignorar ou isolar. Criminosos não cessam sua atividade na cadeia, assim como a pena de morte (versão oficial de assassinato) não neutraliza um inimigo, pois o Carma não perdoa e a Vida é eterna. Um dia ele retorna com mais ódio à nossa porta. Só a inclusão universal - do indivíduo ao planeta - pode assegurar a Paz no mundo. ATIVIDADES – De 2ª a 6ª feira, práticas de Yoga. Aos sábados, curso “Introdução à Teosofia e Meditação” (16h) e palestras públicas gratuitas (18h), na R. Pernambuco, 824, S. Francisco. No site www.educbesant.org.br participe da “Escola de Mães & Pais”, em seu fórum virtual, contribuindo para a expansão de um trabalho educativo mais consciente. Contatos: (67)9988-1010. |