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SELEÇÃO I Compilador Rolf Gelewski Casa Sri Aurobindo
O Absoluto, o Perfeito, o Só Evocou sua Força muda do Silêncio Onde ela repousa na quietude sem forma e sem feições, Resguardando do Tempo, por seu sono imóvel, A potência inefável de Sua solidão.
O Absoluto, o Perfeito, o só Entrou com seu silêncio no espaço: Ele modelou estas incontáveis pessoas de um único Si; Ele que viveu sozinho em seu vasto, vive em todos; O Espaço é ele mesmo e o tempo é só ele.
O Absoluto, o Perfeito, o Imune, Aquele que está em nós como nosso si secreto Assumiu nossa máscara de imperfeição; Ele tornou dele esta morada de carne, Sua imagem moldou na medida humana Para que à sua medida divina pudéssemos subir;
Aí, uma figura de ser divino O Criador irá remoldar-nos e impor Um plano de divindade ao molde do mortal, Erguendo nossas mentes finitas à sua infinita, Tocando o momento com eternidade.
Esta transfiguração é o tributo da terra para com o céu: Uma dívida mútua prende o homem ao Supremo: Sua natureza temos de assumir, assim como ele assumiu a nossa; Somos filhos de Deus e devemos mesmo ser como ele: Sua porção humana, temos de fazer-nos divinos. Nossa vida é um paradoxo tendo Deus como chave. A beatitude de uma miríade de miríades que são só um.
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