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Qual o limite para a ação do homem?
Sáb, 06 de Setembro de 2008 18:30

Walter da Silva Barbosa

São cada vez mais presentes as reportagens que indicam a perspectiva de uma destruição planetária. O degelo dos pólos - já em andamento e sempre em evidência - prenuncia para pouco tempo a inundação das cidades litorâneas. Como fica o Criador em tudo isso? Admitiria Ele pacificamente a destruição da Sua obra?

As concepções de Deus variam desde a idéia de um ser antropomorfo, isto é, com a figura humana, a governar a Terra sentado em uma grande nuvem, até a concepção totalmente subjetiva de uma consciência inescrutável e indefinível como fonte de toda a vida, a sustentar o universo - como Seu próprio corpo e consciência - pelo trabalho das Hierarquias Criadoras. Entretanto, independentemente da maneira como Deus é imaginado, sempre lhe são designados atributos como onipresença, onisciência e onipotência.

O ensinamento da Ciência das Idades fala da existência de seres extraordinariamente evoluídos que, vivendo no planeta em algum lugar distante do acesso e da curiosidade dos seres humanos, encontram-se em permanente trabalho e estado de alerta na direção maior dos destinos da humanidade.

Esses seres, representando mais objetivamente o papel da onipresença divina no planeta e contando até com emissários infiltrados na estrutura de governo das grandes potências, procuram manter o equilíbrio entre as forças e tendências que governam os destinos planetários. 

Além da ação concreta do Governo Oculto do mundo através de seus emissários, objetivamente encarnados ou não, há ainda outro trabalho realizado na intimidade da própria natureza, dentro dos mecanismos de auto-regulação de que ela dispõe.

A propósito, relata-nos Radha Burnier: "De acordo com o British Medical Journal, na Finlândia, durante testes de uma década inteira, notou-se uma queda na produção de espermas produzidos normalmente por homens sadios. Resultados similares foram obtidos em outros países europeus. Os pesquisadores não são capazes de explicar o fato, levando em conta o consumo de álcool, a poluição e outras causas possíveis. Portanto, levanta-se a questão: será que a própria Natureza, em sua própria maneira inescrutável, estará fazendo ajustamentos para salvar a Terra da superpopulação humana?"

Diz ainda Radha: "Em muitos países a população humana está seriamente afetada pela Aids. Em países em desenvolvimento a doença espalhou-se tão rapidamente que as indústrias, agricultura, escolas e outros setores estão desfalcados de empregados, por se encontrarem estes em licença ou moribundos. Novamente surge a questão: está a Natureza efetuando seu próprio programa? Seus métodos podem muitas vezes alarmar os seres humanos, ou torná-los rebeldes, como crianças petulantes aborrecidas com suas mães. Mas como temos visão míope, a longo prazo nunca poderemos superar a sabedoria da Natureza".

Apesar do trabalho dos Grandes Seres, é possível que a humanidade acabe acionando - se já não o fez -  mecanismos de autodestruição ao progredir mais no sentido tecnológico do que no moral. Essa, ao que tudo indica, foi a causa também do desaparecimento da Atlântida há 12 mil anos, ocasionando a perda de um grande avanço científico, fato que aparentemente nada significa para a Lei. Ela sempre está disposta a "começar tudo de novo" - preservando suas sementes - quando o aspecto espiritual começa a levar desvantagem no progresso humano.