| Dentro de nós, a batalha do mundo |
| Dom, 14 de Setembro de 2008 15:01 | |
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Walter da Silva Barbosa Uma noite, um velho índio Cherokee relatou ao seu neto a batalha que acontece dentro das pessoas, para definição do seu caráter. A visão materialista em torno do homem é tão profunda que, em algumas correntes, a idéia da salvação chega a pressupor que os mortos levantarão de suas tumbas no "Dia do Juízo", milagrosamente reconstituídos do pó. Ou seja, confiança só mesmo no "tutano". Estando na essência de tantos complexos, separações e violências, o sexo acaba se configurando num problema. Krishnamurti, porém, diz "Os obstáculos e as fugas da mente constituem o problema, e não o sexo ou outra qualquer questão específica; e, por isso, releva sobremodo compreendermos o processo da mente, suas atrações e repulsas, suas reações à beleza e à fealdade. Devemos observar-nos, tornar-nos cônscios da maneira como olhamos para homens e mulheres". (A educação e o significado da vida, Editora Cultrix). No homem mundano, o lado material leva vantagem porque só ele é conhecido e cultivado. Mesmo quando algo de "espiritual" lhe cai às mãos, é imediatamente convertido em elemento de barganha, de comércio, porque sua consciência só conhece essa linguagem. Contudo, por mais extensa e penosa que seja a luta, o espírito no final sempre leva a melhor. Primeiro, porque é eterno: como não teve começo, jamais terá fim. Segundo, porque é inatingível em seu próprio plano, não se contaminando com os devaneios da mente ou as "impurezas da carne". Terceiro, porque a própria carne não é sua inimiga, e sim sua mestra. Vivendo sua rudeza é que ele relembra sua origem divina, voltando-se enfim para ela. Porém, o velho índio Cherokee não está contando a história de uma eternidade, e sim de uma vida, que pode ser a minha, a sua. Por isso quando o menino lhe perguntou "Qual é o lobo que vence?", o velho simplesmente respondeu: "Vence aquele que você mais alimentar!" |
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| Última atualização ( Dom, 14 de Setembro de 2008 15:06 ) |



