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A Construção do Ego Pelo Pensamento
Qua, 04 de Junho de 2008 19:51
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A Construção do Ego Pelo Pensamento
Parte 2
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A Construção do Ego Pelo Pensamento
Sérgio Carvalho de Moraes

PROCESSOS MENTAIS E EMOCIONAIS QUE OBSTRUEM A EXPRESSÃO DO VERDADEIRO EU ESPIRITUAL

Para dar o início à nossa pesquisa de hoje - com base no pensamento de Jiddu Krishnamurti, e temos ainda algumas contribuições como Blavatsky e o budismo - nós vamos investigar um pouco os processos mentais que trazem à nossa vida determinadas correntes, determinados empecilhos para que nós possamos viver a vida com mais plenitude. Encarar a realidade com olhos neutros, sábios, prontos para executar a ação mais adequada para o momento.

Nós vemos na mente humana e vemos na estrutura da nossa maneira de agir, um padrão que parece já preestabelecido. Parece que nós somos condicionados como um programa de computador em que eu devo ser e me comportar como um brasileiro, carioca, um homem, um profissional de determinada área, e nisso tudo há uma certa expectativa de que eu me comporte padronizadamente. E essa é uma maneira muita mecânica, muito repetitiva de se comportar e muito pouco criativa, e nós estaríamos aqui para desenvolver todo o nosso potencial ante a vida e aprender com a vida, e poderíamos trazer o que há de mais belo e criativo dentro de nós e muitas vezes não o fazemos.

Na nossa maneira de pensar e na nossa maneira de agir, nós percebemos que sempre que nós temos uma determinada experiência, temos um determinado contato com uma determinada realidade. Eu vou colocar aqui apenas (coloca um diagrama no quadro-negro) experiência, nós passamos a ter um determinado tipo de reação ante a vida. E essa experiência pode ser dolorosa, pode ser prazerosa. Nós temos uma determinada reação da vida e uma determinada reação da nossa própria natureza ante qualquer experiência que nós temos, qualquer tipo de experiência. Só que essa experiência vai nos dar uma determinada lição, vai nos dar um determinado ensinamento em relação à vida. E essa experiência então vai passar para a nossa natureza de ação e para o nosso cérebro que vai acumular observações, na forma de memória. Vamos colocar aqui (no quadro) a ação, a experiência, aliás, ela vai alimentar na nossa natureza cerebral, aquela parte que é a básica da memória que, com base nessa memória, nós vamos passar a construir o pensar: a dar a base para que dali para frente nós possamos avaliar qualquer realidade.

Então eu tenho uma experiência, por exemplo uma das primeiras, o colo materno, o seio materno e aí eu sinto aquele conforto, aquele calor, aquele aconchego. Então eu gravo na memória “isso é bom”, quero mais, quando faltar eu vou abrir o berreiro aqui e vou pedir mais colo, mais amamentação, mais conforto e assim vamos. Isso é só o exemplo de um bebê, mas isso serve para os homens de cinqüenta, sessenta, oitenta anos, quaisquer seres humanos. Coloca um sistema padrão de comportamento. Essa memória básica dando base a todo processo de pensamento, vai conduzir, vai formar o nosso pensamento, e com base nesse pensamento que temos como estrutura de nossas memórias, nós começamos a iniciar a próxima ação. Os pensamentos são a estrutura formal que, de qualquer experiência armazenada na memória, e a memória como base para o pensar vai propiciar então um certo planejamento, uma certa expectativa ou uma certa reação. O pensamento vai construir então a realidade da minha vida e esse pensamento vai conduzir a ação dali para frente. E essa ação baseada nesse pensamento, ela naturalmente tem como base uma experiência anterior. E esse ciclo de experiência abastece a memória, de acordo com a experiência, e a memória vai ser a base de nosso pensar, de nosso planejar, de nossa estrutura mental, e esses pensamentos vão conduzir a um determinado tipo de ação. Essa ação naturalmente vai coincidir ou vai trazer, vai induzir uma experiência subseqüente e que tem muita coisa a ver, uma ligada na outra. E esse processo se auto-alimenta. Ele é um processo retroalimentativo. A nossa ação é sempre condicionada pelo nosso pensamento, pela maneira de a gente ver a vida, de encararmos as realidades. Nossos pensamentos são embasados na memória.

Eu não penso, não raciocino, vamos dizer assim, como um oriental. Sou educado aqui nessa região do planeta em que os valores são bem diferentes de lá. Eu raciocino em termos de padrões ocidentais. E com esse tipo de memória tendo sido alimentada apenas pela experiência particular que eu tive, nota-se que o ciclo se fecha e a ação que é só com base nisso, vai refletir, induzir uma experiência do mesmo modelo. Eu gostaria de salientar que esse processo mental, esse processo de raciocínio, de comportamento nosso humano, é muito natural, de certa maneira saudável, quando ele é colocado dentro de seu contexto específico. E eu queria dizer que contexto específico nesse padrão de ação é o contexto da memória, vamos chamar de técnica, de objetiva. O que é uma memória técnica? Como eu chego na minha casa? Qual é o meu endereço, como é o meu nome, qual é o número do meu telefone? Então eu tive uma experiência, liguei o telefone, guardei o número na memória, então, a próxima vez eu tenho que pensar “como é mesmo o número que eu tinha?” Aí eu vou agir, na hora de ligar eu vou fechar o círculo, “estou ligando para minha casa”. Isso é básico e ninguém desconfia desse tipo de padrão para esse campo específico e aí que é o grande drama e o grande problema da humanidade.

Enquanto a nossa memória, os nossos pensamentos, estiverem sendo conduzidos, levados para o aspecto objetivo, prático das coisas, para o aspecto técnico das coisas - como é que eu filmo, uso uma câmara de filmar, como é que eu dirijo um carro - tudo isso é um aprendizado que está na memória, nós vamos utilizar o nosso mecanismo mental no seu campo específico de ação e ele é muito útil ali.

O problema é que nós, seres humanos, transportamos esse mecanismo todo de pensamento para o reino psicológico, para o reino das relações humanas. Então veja bem o que pode vir a acontecer. Eu tenho uma experiência: chegando em casa o meu vizinho está com o carro estacionado na minha porta. É uma memória: eu tenho que falar com o vizinho que ele não me considera, não me respeita, (nem sabe se foi o vizinho que estacionou, mas ele deduziu) A minha experiência é “não gostei que estacionasse na porta da minha casa”. Um exemplo tolo, mas que serve para a gente ver como que a gente usa a nossa natureza mental de uma forma distorcida. Então eu guardei na memória, “primeira vez que ele faz isso, já não gostei, então na próxima vez vou colocar uma plaquinha: Não estacione na porta da minha casa, ou então vou ligar e avisar: “olhe, por favor, não estacione na porta”, o que for. Os pensamentos vão girar e contar essa experiência. Daí a próxima ação, ligo e digo “gostaria que o senhor não fizesse isso, está atrapalhando a minha vida particular, é o meu direito, a minha calçada, o que quiserem de raciocínio. E a ação vai levar a uma nova experiência. Você sabe se foi ele que colocou lá? Você sabe senão foi o amigo que quis tirar o carro da vaga e colocou para o lado e aí entrou um pouco para dentro da sua área? Você tem certeza que a ação foi essa mesma, que foi intencional? Que não estava com uma pressa danada para acudir alguém e não deu tempo de estacionar? Nós não sabemos como foi a experiência. A experiência foi um pouco distorcida, trouxe uma memória inadequada, realizou pensamentos não precisos em termos de ação e que a ação foi desproporcional a necessidade do momento. E nós fizemos uma inimizade e daqui a pouco o vizinho: “você também não coloque aqui na frente da minha vaga porque eu também não gosto...” e começa uma animosidade retroalimentativa também de relações interpessoais que têm como base processos mentais que não deveriam ter esse tipo de reação desproporcional ou uma reação não adequada face à realidade como ela se coloca.

Então nós criamos uma realidade artificial com base em experiências não completas, em memórias que dizem, “este é o meu lugar, esta é a minha área, eu quero exigir um direito meu, chegar e estacionar lá. Então todo o raciocínio foi para o lado psicológico, a minha vaga, o meu direito, o meu espaço como ente de respeito que deve ser respeitado e um monte de coisas que nos são adicionadas. Como deve ser sempre respeitado você tem que ter a sua colocação no mundo admirada, um monte de coisas que nos colocam como imposições para que você, com seu bom nome, seja reconhecido pela sociedade. Um monte de coisas que nos são empurradas desde a infância. Então vejam que esse ciclo de pensamento, esse ciclo do mecanismo mental foi inadequado para o aspecto psicológico. E ele é extremamente inadequado, isso desde o momento que alguém pisa na minha porta. Desde o momento em que uma nação toma uma atitude e isso nós temos diariamente, diuturnamente, até nas notícias nós podemos ver que o mundo está em iminência de guerra ante a determinados ciclos e padrões que coadunam com esse tipo de raciocínio.

Então, a mente analítica tem um determinado lugar e ela é adequada para o seu campo, o campo técnico, o campo objetivo. O grande problema é trazermos tudo isso para o quesito psicológico, para o aproach, o enfoque psicológico das coisas. Eu tenho um nome, logo o meu nome, vamos dizer, eu tenho uma família que é de médicos e a minha família me induz à profissão de médico. Então, a memória da família é moldada em torno daquele nome de médico. Então meus pensamentos vão ser sempre focados naquele tipo. Eu nem raciocinei se seria o ideal para mim como pessoa, mas o meio já me induziu. E aí eu vou fazer uma faculdade que toda a família está dizendo para fazer e a experiência vai ser como médico, mas às vezes, frustrante, porque o indivíduo não soube cortar o aspecto psicológico desse padrão de raciocínio e condicionamento cultural ao qual somos submetidos.

Então desde crianças somos ensinados a nos comportar de determinada maneira, a nossa cultura preza determinados comportamentos, devemos nos comportar assim e assado. Essa é uma rede de padronagem ou de programação mental a qual todos nós somos submetidos em nossa educação. E esse processo que faz uma superestrutura do pensar, uma superestrutura do nosso mecanismo de ação, do nosso mecanismo de cognição e de avaliação da vida como um todo, esse processo pode ser todo o conteúdo, vamos dizer assim, da nossa consciência. O Sr. Jiddu Krishnamurti costuma dizer que não existe diferença entre a consciência e o conteúdo da consciência. Logo, se você vê assim, você é assim, sua consciência já é isso. Então quando eu sou violento numa determinada circunstância, não é que eu separadamente estou em relação com a violência. Na verdade você é a violência quando você atua de forma violenta.

Então esses padrões, a gente pode denominar, dentro desse contexto todo aqui de comportamento, um nome só para esse tipo de comportamento e de reação e de visão. A gente pode denominar isso com uma palavra que é famosa, (referindo-se ao diagrama no quadro) colocando: memória gerando pensamento, gerando ação, que gera experiência que gera a memória. Isso tudo pode-se chamar o EU. Nós estamos condicionados, somos programados a reagir, a agir na vida de determinadas maneiras, de determinados modos e atitudes em que constitui uma identidade. E nós nos identificamos com essa identidade. E aí vem mais um reforço dessa memória, dita psicológica, que é uma espécie de um câncer nas nossas relações. É o reforço constante ao processo de identificação com uma auto-imagem, uma imagem de si mesmo que daí, a partir dela, nós iremos nos relacionar com os outros. Então esse centro de relações, esse centro analítico é que iria passar a reagir e a relacionar com o mundo, mas de uma forma a separar-se do mundo que ele relaciona.

Então esse centro egóico, esse centro do eu, é quem vai colocar a barreira. Ele é uma superestrutura. A base da superestrutura é o pensar, é o alimentar o aspecto analítico psicologicamente falando. E a estrutura é um obstáculo, é uma separação à interação completa do ser, qualquer que ele seja, com o meio em que ele vive. Pois ele agora é um centro psicológico reforçado pelas nossas próprias alimentações de experiências, de memórias, o passado de pensamentos repetitivos e padronizados, de ações condicionadas pelos pensamentos. E as ações condicionadas só levam a experiências condicionadas. Ele não é livre. Esse processo é retroalimentador e não é natural, fresco. Ele não é adequado a reagir de uma forma harmônica às solicitações que a natureza requisitar. E isso se pode identificar em qualquer nível de relação da vida, seja uma empresa, tudo que existe numa determinada corporificação, seja eu como indivíduo, seja a minha família, seja o meu bairro, a minha sociedade, eu com o meu time de futebol, eu com a minha agremiação, eu com meus pares de semelhante pensamento.

A própria natureza de agrupar-se do ser humano, ele naturalmente quer se agrupar com aqueles que pensam igual, que têm umas experiências básicas, que pode se identificar com aquela coletividade. E aí ele tem o eu maior. E esse processo de identificação vai se expandindo, não só o indivíduo, como a sua rua, o seu bairro, o seu clube, o seu status, o seu país, o seu hemisfério, o seu planeta, e assim vai. Nós não somos cidadãos do planeta. Nós somos cidadãos ocidentais, sul-americanos, brasileiros, de Brasília nesse momento, da família, do bairro, e assim, vários estágios de identificação que nos qualificam como um ente dentro da sociedade. “Ah, então já que eu estou identificado com alguma coisa maior, com algo, então aí eu posso me relacionar.” Esse é o nosso drama. Esse é o drama de toda a humanidade. Ela está imersa nesse padrão de comportamento e ela não tem uma ação criativa, ela não tem uma ação fresca, nova, para encarar a vida como a vida se posiciona.

Então, um pensador já dizia do fato de muita experiência não ser necessariamente uma coisa boa, de alguém muito experiente ser sábio, pois ele é como um carro andando de noite, mas com seus faróis voltados para trás. O carro precisa olhar o caminho que ele está andando no momento. Mas aquele que é embasado só no seu condicionamento, na sua maneira de olhar, está sempre olhando para trás. Mas o carro precisa andar para frente e a vida vem nova, e ele reage condicionado. Então a gente vê aquela velha história: meu filho de 15 anos, questionando a vida, novo, e a vida nova, e ele com uma mente fresca dizendo: “eu vou fazer isso!” Aí vem aquele vovô, aquela pessoa já mais idosa e diz: “não, meu filho, isso não dá certo, eu já tentei, você vai se dar mal, não faça.” E a gente bloqueia a experiência de alguém que está novo na vida, querendo entrar na vida como é, de uma maneira fresca, e a gente tenta matar a espontaneidade, matar o frescor de ver a vida como ela é, de agir em função das necessidades que a vida coloca. Então esse raciocínio, essa maneira viciada, condicionada de ver a vida nos impede de ver a vida como ela é, nos impede de nos relacionar com os semelhantes como eles são - pois eles são mutantes, eles são vivos e se transformam com a vida. E nós vemos às vezes o nosso cônjuge ou a nossa mãe ou o nosso pai como a gente via há cinco, dez anos atrás, e a pessoa já mudou e a vida já mudou, as circunstâncias já mudaram, mas a maneira de eu enxergá-los continua a mesma e nós continuamos no mesmo padrão de relação. E não é fresco, é conturbado, é condicionado, logo, é inadequado, logo, só traz sofrimento, só traz dor.

Dentro desse padrão existe uma associação que esse pensador, Sr. Jiddu Krishnamurti, colocava na relação com a vida. Isso tudo aqui > experiência > memória >pensamento >ação, se dentro desse padrão, elas são tempo por excelência, mas o que quer dizer isso? A memória é tempo, é bagagem temporal, é bagagem de experiência do passado. A memória que gera pensamento com base nela só é também do passado, pois o pensamento não é novo, não é fresco. Esse pensamento vai estar condicionado à memória do passado. Então é aquele que age sempre da mesma maneira e não consegue se adaptar ao frescor da vida, à vida como ela é. Então a ação dele nunca é nova, nunca é verdadeira, nunca é inteira, completa, e isso causa uma experiência não completa, não preenchedora, sem significado e ela vai viciar de novo, a experiência vai trazer uma memória de novo maculada com esse tipo, e o ciclo vai se repetir constantemente.

O que é isso? O que isso tem a ver? É a estrutura do tempo usando - o tempo seria um movimento, aliás, a memória seria o movimento do próprio tempo - (volta ao quadro desenhado). Quando é que eu ajo egoisticamente? A gente pode ter uma imagem aqui. (quadro-negro) Essa aqui pode ser a linha do tempo. O passado, o futuro. E quando é que eu ajo egoisticamente? Não é quando eu tenho um interesse de ganho no futuro? Então a minha estrutura vai agir sempre no tempo com a intenção de algum benefício no futuro para esse núcleo. (mostra o núcleo do eu no quadro). Ele quer ter prazer, ele quer ser feliz, ele quer ser bem sucedido, ele vai lutar contra o novo, mas ele só age em função de um resultado no futuro, logo ele está se inserindo no tempo. Uma pessoa que age por agradecimento ou por determinadas condições no passado. “Eu vou fazer essa coisa boa para meu amigo porque ele me fez algo no passado.” Então eu vou justificar as minhas ações por coisas que aconteceram no passado. “Meu amigo me ajudou aqui, ah, então ele é meu amigo, logo, eu vou ajudá-lo aqui, agora.” Então, com justificativa no passado, eu ajo. E com justificativa no futuro, de expectativa de ganho no futuro, eu ajo. Isso é ação egoísta. Isso é a ação desse mecanismo de percepção centrada no tempo. Então eu só ajo com justificativa no passado e só ajo com expectativa de ganho no futuro. Isso é a própria inserção de toda a minha atividade dentro da linha do tempo, dentro do padrão temporal de comportamento. E isso é novamente, retroalimentador. Quem fez bem para mim no passado, aí eu atuo, se alguém não me fez bem ou não me beneficiou em nada, então ele não é meu amigo, então não preciso fazer nada por ele. Se esse aqui está numa situação de poder, ah, vou fazer alguma coisa por ele porque depois eu posso ser recompensado. Então eu só estou agindo com o centro no eu. Só estou agindo dentro das estruturas temporais de pensamento, de memória, tudo condicionado pela estrutura do pensamento que é tempo por excelência. Ele é karma, ele é bagagem, ele é memória. Ele só atua em função da bagagem que ele tem. E a vida que é nova, requer uma ação nova, ela é maculada. O reforço desse centro (desenho no quadro) é alimentado sempre pela perspectiva temporal, de ganho no futuro ou de uma justificativa por estar agindo assim, no passado. E aí a ação no momento presente não se faz. Nós não conseguimos agir no momento presente, e aí entra essa concepção muito interessante do budismo que a natureza é, e o futuro é algo que ainda não chegou, é uma concepção da mente humana. E o passado é apenas o registro de memórias de experiências passadas, logo ele não tem uma realidade per si, hoje, aqui, presente. É passado, passou.



Última atualização ( Qua, 04 de Junho de 2008 19:55 )