| A Voz do Silêncio - O monge e a cortesã |
| Seg, 15 de Setembro de 2008 11:52 | |
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A VOZ DO SILÊNCIO - O monge e a cortesã Walter Barbosa, membro da SOCIEDADE TEOSÓFICA Dos arquivos iluminados da tradição budista, recebemos a primorosa história que se segue. Encheu de fervor e paz meu coração. Possa servir igualmente para você. Buda estava passando alguns dias em Vaishali, onde vivia uma jovem cortesã chamada Amrapali. No tempo de Buda, na Índia, era uma prática comum que as mulheres mais bonitas de cada cidade não se casassem com uma única pessoa, pois isso iria causar inveja, conflitos e brigas desnecessários. Então, as mulheres mais belas tinham que se tornar "nagarvadhu", ou seja, esposas de toda a cidade. Isso não trazia má reputação, pelo contrário, elas eram muito respeitadas. Não eram prostitutas comuns. Só eram visitadas pelos muito ricos, generais, príncipes ou reis. Em suma, pessoas do mais alto nível social. Amrapali era muito bonita. Um dia estava olhando a rua de sua varanda e viu um jovem monge budista. Ela nunca havia se apaixonado por ninguém, mas subitamente se apaixonou por esse jovem, que possuía uma enorme presença, percepção e graça. Como sabia que os monges budistas permaneciam no mesmo lugar durante os meses da estação das chuvas, Amrapali desceu correndo e disse ao monge: "Dentro de três dias a estação das chuvas irá começar. Convido você para ficar em minha casa durante os próximos quatro meses". O jovem respondeu: "Vou perguntar a meu mestre. Se ele me permitir, ficarei". Diante do Buda, tocou seus pés e contou a história toda. "Ela me pediu para ficar durante quatro meses em sua casa. Eu disse que iria perguntar a meu mestre, então aqui estou. Farei o que você disser". Buda olhou em seus olhos e disse: "Você pode ficar". Foi um choque. Entre os milhares de monges havia um grande silêncio, mas também muita raiva, muita inveja. O que sucederá ao jovem discípulo? A esta altura da história vale lembrar que a pureza é um requisito essencial para os que se aventuram no caminho que leva à iluminação. Esse caminho é como o fio da navalha. Poucos estão aptos a segui-lo, não se deixando fascinar pelas tentações que inevitavelmente surgirão. E por que elas são necessárias? Porque aqui são revelados os segredos mais profundos, as chaves que governam o próprio universo, algo que só pode ser dado a quem governa a si mesmo. O coração do caminhante é testado por todos os meios. Se ele permanece firme, pode seguir além. Depois que o jovem se foi para ficar com Amrapali, os monges voltavam todos os dias com fofocas: "Toda a cidade está em ebulição. Só se fala em uma coisa: que um monge budista está na casa de Amrapali". Buda disse: "Vocês deveriam ficar em silêncio. Eu confio no meu monge. Olhei em seus olhos e não havia desejo. Se eu tivesse dito não, ele não teria se chateado. Eu disse sim, e ele foi. Por que estão agitados e preocupados?". Após quatro meses o jovem retornou. Atrás dele estava Amrapali, vestida como uma monja budista. Ela tocou os pés de Buda e disse: "Fiz o possível para seduzir seu monge, mas foi ele que me seduziu. Convenceu-me, por sua presença e percepção, que a verdadeira vida consiste em segui-Lo". Buda disse então para os outros monges: "Estão satisfeitos? Se a meditação for profunda, se a percepção for clara, nada irá perturbá-la". Amrapali tornou-se uma das mulheres mais iluminadas entre os discípulos de Buda. CURSOS E PRÁTICAS - Meditação, Astrologia, Hatha-Yoga e Yogaterapia. Palestras públicas aos sábados, 18 horas, na R. Pernambuco, 824, S.Francisco - Campo Grande - MS. Tel.: (67) 9988-1010. |
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| Última atualização ( Seg, 15 de Setembro de 2008 11:59 ) |



