| “Essência da liderança”: desafio para os homens de poder |
| Qui, 27 de Maio de 2010 13:37 | |
Walter Barbosa, membro da SOCIEDADE TEOSÓFICAOs homens sábios e santos não se arrogam nem buscam poder ou autoridade sobre coisa alguma, nem mesmo do “mundo espiritual”, livres que se encontram das peias do ego. Quanto a nós, longe desse estado, às vezes lamentamos o predomínio dos maus ou sedentos de poder nos postos de comando, ainda que, estando lá, talvez não fizéssemos melhor. Genericamente, poder é algo que sempre atrai pela simples razão de ele viabilizar nossos desejos. Nesse sentido, quem almeja um salário melhor busca o “poder” de comer ou vestir-se melhor, talvez comprar um carro. No fundo poder é a capacidade de obter o que queremos, valendo isso até para o poder supremo do Espírito, que é o domínio da Matéria a partir de nosso próprio autodomínio – ou seja, poder sobre nós mesmos (único real) – vencendo as inclinações separatistas e ardilosas da mente inferior, onde se assenta o ego. “O poder corrompe”, diz-se freqüentemente. Porém, nada surge do nada. Quando alguém cai no ardil da corrupção é porque a semente já estava “lá”, esperando a ocasião de germinar. Assim, não cabe ao elemento “tentador” a culpa pelo resultado, mas apenas ter favorecido a ocasião. Não seria bom se, à semelhança do “detector de mentiras”, tivéssemos uma “máquina” que apontasse os não merecedores da ocasião? Não dispondo da máquina, ficamos imaginando que atributos poderiam ser esperados de candidatos a cargos públicos ou mesmo privados, lidando com pessoas. O que poderia caracterizar um “líder” de fato? James Hunter propõe ótimas considerações a respeito na obra “O Monge e o Executivo – Uma história sobre a essência da liderança”, ainda que ela pareça, em alguns pontos, feita sob medida para a máquina de produção do capitalismo. Hunter destaca os seguintes aspectos como perfil do Líder: Vontade, Amor, Serviço, Sacrifício e Autoridade, nessa seqüência. Vindo a autoridade por último, é sugerido que ela não decorre do poder, mas sim da capacidade de alguém se sacrificar e trabalhar pelos outros, priorizando a necessidade deles. Fora isso não existiria autoridade, mas só “exercício de poder”, ensejando os desvios que conhecemos como inépcia, arrogância e corrupção. Qual a diferença entre autoridade e poder? O poder pode ser ganho, herdado, comprado ou tomado à força, o que jamais acontece com a autoridade. Esta diz respeito “ao que você é como pessoa, ao seu caráter e à influência que estabelece sobre as pessoas”, diz Hunter. O líder é capaz de praticar o “amor desinteressado”, assumido na obra como missão inerente à liderança. Esse amor é expresso, porém, como comportamento e não como sentimento. Assim, não se espera que o líder goste de seus liderados, mas que esteja disposto a trabalhar por eles sem esperar retorno além daquele nominalmente oferecido pelo cargo. Por fim, o atributo que dá o toque final no perfil do líder é a vontade. Seria apenas “querer”? Não. Segundo Hunter, vontade é igual a “intenções mais ações”. Sem a ação a vontade é apenas desejo, algo que pode nunca sair do plano das intenções. Que recompensa poderia nos trazer tal liderança? Prestígio? Fama? Talvez, mas o que importa mesmo é a conquista da alegria. A “intraduzível alegria de Servir”, como pontua Hunter. Algo que só se pode descobrir experimentando. ATIVIDADES – Aulas de Yoga Clássico. Novo curso: “Meditação: Saúde e Consciência” (16h00) e palestras públicas (18h00) aos sábados. Em 06/03, Jorge Silva com o tema “Morte: uma conquista para a transformação diária” na Rua Pernambuco, 824, S. Francisco. No site www.educbesant.org.br participe do Fórum de Mães & Pais e colabore para o desenvolvimento de um trabalho educacional mais consciente. Contatos: (67)9988-1010. |



